Revista Coletivo Cine - Fórum | v. 4 | n. 1|p. 1- 15 |2026 |ISSN: 2966 - 0513  
Artigo | Temática Livre  
Submetido em: 20/03/2026 Aceito em: 02/05/2026  
O OLHAR DRONEANO E A ESPETACULARIZAÇÃO DO  
TURISMO: ESTESIA, IMAGEM AÉREA E REDES SOCIAIS  
Brenno Anderson Azevedo  
Rodrigues  
Doutorando em Comunicação  
(Universidade Anhembi  
Morumbi), orientado pelo  
Prof. Dr. Vicente Gosciola,  
bolsista CAPES, mestre em  
Comunicação (Universidade  
do Minho - Portugal),  
especialista em Jornalismo  
Cultural e graduado em  
Relações Públicas (UFPB).  
Atualmente é professor do  
Centro Universitário Braz  
Cubas e desenvolve pesquisas  
sobre audiovisual, imagens  
droneanas, mídias sociais e  
turismo.  
RESUMO  
Este estudo analisa de que modo o uso estético de drones na promoção turística em  
redes sociais produz uma nova estesia do olhar aéreo e contribui para a  
espetacularização dos destinos. A partir de análise qualitativa de vídeos promocionais  
brasileiros e do enquadramento teórico da remediação, fenomenologia da percepção e  
teoria do espetáculo, demonstra-se que as tomadas aéreas (drone) operam como uma  
“montagem vertical” que gera um efeito de impacto sensorial (“efeito uau”),  
potencializado por lógicas algorítmicas e de cultura participativa. Conclui-se que essa  
estética droneana tende a homogenizar representações e a transformar lugares em  
mercadorias visuais hiper-reais, com implicações para autenticidade e gestão turística.  
Recomenda-se investigação empírica sobre recepção e políticas que promovam  
diversidade narrativa e sustentabilidade visual.  
Palavras-chave: Estética Droneana. Alteridade. Turismo Digital. Redes Sociais.  
Audiovisual.  
Vicente Gosciola  
Pós-doutor em Mídia-Arte  
pela Universidade do  
Algarve-CIAC, Portugal;  
Doutor em Comunicação pela  
PUC-SP; Mestre em Ciências  
da Comunicação pela ECA-  
USP; Professor Permanente  
do Programa de Pós-  
THE DRONE GAZE AND THE SPECTACULARIZATION OF  
TOURISM: AESTHESIA, AERIAL IMAGERY, AND SOCIAL MEDIA  
Graduação em Comunicação  
da Universidade Anhembi  
Morumbi. Líder do Grupo de  
Pesquisa CNPq Narrativas  
Tecnológicas,  
ABSTRACT  
This study examines how the aesthetic use of drones in tourism promotion on social  
media produces a new aerial aesthesis and contributes to the spectacularization of  
destinations. Based on a qualitative analysis of Brazilian promotional videos and  
grounded in the theoretical frameworks of remediation, phenomenology of perception,  
and spectacle theory, it demonstrates that aerial shots (drone footage) operate as a form  
of “vertical montage” that generates a strong sensory impact (“wow effect”), amplified  
by algorithmic logics and participatory culture. The study concludes that this drone  
aesthetics tends to homogenize representations and transform places into hyper-real  
visual commodities, with implications for authenticity and tourism management. It  
recommends further empirical research on audience reception and the development of  
policies that promote narrative diversity and visual sustainability.  
dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrup  
o/7349216593381371.  
Keywords: Drone Aesthetics. Alterity. Digital Tourism. Social Media. Audiovisual.  
Este artigo passou por avaliação por  
pares cega e software antiplágio.  
LICENÇA ATRIBUIÇÃO NÃO  
COMERCIAL 4.0 INTERNACIONAL  
CREATIVE COMMONS CC BY-NC  
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INTRODUÇÃO  
Na experiência turística contemporânea, a introdução dos drones ou VANTs  
(Veículos Aéreos Não Tripulados) tem reconfigurado não apenas as formas de ver,  
mas também de sentir as paisagens. Como observa Kunz (2024), "o olhar drone  
promove, de maneira geral, fotografias em que a realidade é reapresentada de maneira  
idealizada", criando ficções espaciais que transformam a relação entre turistas e  
lugares. A produção de imagens aéreas, com seus movimentos verticais, ângulos  
inusitados e perspectivas ampliadas, introduz uma nova estesia, ou seja, uma  
percepção sensorial distintiva, que caracteriza o que se pode nomear como estética  
droneana.  
Esta estética não se limita a uma inovação técnica, ela opera como uma  
"montagem vertical" que gera um forte impacto sensorial, frequentemente descrito  
como "efeito uau", o qual é intensamente valorizado e compartilhado em redes sociais.  
Na visão de Andrade (2021), que investiga as estesias do drone como corpo dentro da  
galeria, "o drone como corpo, por si só é ruído, enquanto em seu estado on", sugerindo  
uma dimensão sensorial que ultrapassa o visual e incorpora uma experiência  
multimodal.  
Essa nova sensibilidade visual está intimamente ligada à espetacularização dos  
destinos. Ao capturar paisagens de modo grandioso e, por vezes, padronizado, as  
imagens de drones tendem a transformar lugares em mercadorias visuais hiper-reais,  
nos quais a representação adquire primazia sobre a experiência in loco. As redes sociais  
de forma mais amplas tornam-se palcos privilegiados para a exibição e a validação  
social dessas imagens, as quais são ainda potencializadas por lógicas algorítmicas que  
priorizam conteúdos de alto engajamento e apelo visual.  
Neste contexto, o presente artigo busca analisar de que modo o uso estético de  
drones na promoção turística em redes sociais produz uma nova estesia do olhar aéreo  
e contribui para a espetacularização dos destinos. Apoiando-se numa abordagem  
qualitativa e em enquadramentos teóricos como a remediação, a fenomenologia da  
percepção e a teoria do espetáculo, argumenta-se que a estética droneana não apenas  
homogeneíza as representações turísticas, mas também reforça a transformação de  
paisagens em produtos visuais, com implicações profundas para a noção de  
autenticidade e para as próprias práticas de gestão turística.  
Como hipótese, sustenta-se que a cultura participativa das redes sociais, aliada  
às capacidades técnicas dos drones, incentiva uma padronização estética que pode  
esvaziar a diversidade narrativa dos lugares. Metodologicamente, o estudo se orienta  
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pela análise de conteúdo de um corpus de vídeos promocionais, examinando como a  
"montagem vertical" e o "efeito uau" são mobilizados para criar uma sensação de  
espetáculo. Por fim, o artigo defende a necessidade de novas investigações, sobretudo  
de cunho empírico, sobre a recepção dessas imagens, bem como a formulação de  
políticas que promovam uma representação mais diversificada e sustentável dos  
destinos turísticos.  
O OLHAR AÉREO: CINEMA, TV E PUBLICIDADE  
O ponto de vista aéreo, enquanto dispositivo visual, constitui-se como uma das  
mais poderosas estratégias de representação no campo do audiovisual, especialmente  
no contexto do turismo. Sua gênese está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento  
tecnológico e estético do cinema, que desde seus primórdios buscou novas formas de  
capturar e apresentar o mundo. Conforme aponta Costa (2006), desde início, o cinema  
já demonstrava uma fascinação pelo registro de paisagens e espaços urbanos, embora  
a captação aérea fosse inicialmente limitada por restrições técnicas. A evolução das  
técnicas cinematográficas permitiu que o olhar aéreo se consolidasse como uma  
narrativa visual autônoma, capaz de reconfigurar radicalmente a percepção do  
território.  
No cinema, as primeiras experiências significativas com planos aéreos surgiram  
nas décadas de 1920 e 1930, frequentemente associadas a filmes de aventura e  
documentários de cunho etnográfico ou geográfico. A perspectiva elevada oferecia  
uma visão totalizante que realçava a grandiosidade de paisagens, funcionando como  
um "mapa dinâmico" que orienta o olhar do espectador através do espaço fílmico. Esta  
visão totalizante e a relação com o mapeamento ecoam a questão levantada na  
dissertação sobre como "as imagens aéreas podem ter vários significados e que ainda  
representam questões de controle e poder", e como a sua normalização está a "alterar  
a forma como percepcionamos o mundo" (Costa, 2006).  
Com o advento e a popularização da televisão, a partir dos anos 1950, o olhar  
aéreo encontrou um meio de difusão massiva. Conforme analisa Freire Filho (2005), "a  
TV consolidou-se como um medium doméstico que, paradoxalmente, ampliava os  
horizontes perceptivos do telespectador, transportando-o virtualmente para além dos  
limites de sua sala de estar". Os documentários de viagem e programas especializados  
em turismo incorporaram a tomada aérea como elemento central de sua gramática  
visual, criando o que se poderia chamar de representação espacial do “desejo  
turístico". Esta "ampliação dos horizontes perceptivos" relaciona-se diretamente com  
a capacidade do drone, enquanto "máquina voadora, capacitada com um olho  
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maquínico que capta imagens", de expandir o nosso campo de visão e acesso a  
territórios, muitas vezes "desconhecidos para a maioria da população local".  
Na publicidade, o olhar aéreo foi apropriado como ferramenta de persuasão por  
excelência. Como destacam Silva et al. (2021), "a construção de imagens sedutoras e  
idealizadas é fundamental para a eficácia da comunicação mercadológica". Anúncios  
de destinos turísticos, companhias aéreas e resorts passaram a utilizar planos aéreos  
para associar seus produtos a ideias de liberdade, amplitude e exclusividade. Esta  
utilização não se limita a mostrar o local, mas a criar uma atmosfera emocional em  
torno dele. Esta construção de uma narrativa sedutora e idealizada contrasta com a  
proposta artística e hacktivista da dissertação, que procura "reverter o 'olhar' dos  
drones a favor da comunidade" e questionar o drone como um "símbolo de poder" e  
instrumento de vigilância.  
Rancière (2011) reflete como as imagens não apenas representam, mas  
redistribuem o sensível, criando novas formas de perceber e habitar o mundo. O olhar  
aéreo no audiovisual turístico realiza precisamente essa redistribuição, transformando  
espaços geográficos em produtos de desejo. Como observa Mendes (2020) em estudo  
sobre imagens aéreas no audiovisual contemporâneo, "a vista do alto confere ao  
espectador uma posição de soberania visual, criando a ilusão de domínio sobre o  
território representado". Esta "soberania visual" e "ilusão de domínio" estão  
intimamente ligadas à "perspectiva vertical, de cima para baixo, na observação das  
imagens aéreas" discutida no trabalho, descrevendo a relação de poder inerente a este  
olhar, onde "o observado não sabia quando estava a ser vigiado".  
A evolução tecnológica, desde as complexas gruas e helicópteros até os  
modernos drones, democratizou e barateou a captação de imagens aéreas, tornando-a  
ubíqua na produção audiovisual contemporânea. Seja no cinema, na televisão, na  
publicidade ou no conteúdo gerado por usuários em plataformas digitais, o olhar  
aéreo solidificou-se como uma convenção visual poderosa. Ele sintetiza a tradição do  
audiovisual turístico de oferecer ao espectador uma posição de domínio e prazer  
visual sobre o espaço, perpetuando um olhar que é, ao mesmo tempo, exploratório e  
consumista, convidando-o não apenas a ver, mas a desejar e, por fim, a visitar. Esta  
ubiquidade e normalização do olhar aéreo é um dos focos centrais da investigação,  
que procura refletir sobre "a forma como os drones estão a ser inseridos na  
normalidade da vida quotidiana" e como essa inserção altera a nossa perceção.  
O projeto artístico proposto, ao reverter este olhar, questiona esta lógica de  
domínio e consumo, propondo em seu lugar um olhar investigativo e comunitário  
sobre o "invisível visto de cima". No contexto desta investigação, a expressão funciona  
como um conceito central que subverte o propósito habitual da visão aérea. Se,  
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tradicionalmente, o aspecto do alto, pode estar associada a drones, satélites e à sua  
utilização no cinema, TV e publicidade, é usada para controlar, vigiar ou vender uma  
imagem idealizada de um território, este projeto propõe uma inversão. Aqui, a mesma  
tecnologia é reapropriada para revelar o que essa visão dominante tende a ignorar as  
áreas marginais, as transformações paisagísticas pouco noticiadas e as histórias das  
comunidades que permanecem à sombra dos grandes relatos. Deste modo, "o  
invisível" refere-se a tudo o que escapa ao olhar de poder, e "visto de cima" descreve a  
estratégia de usar a sua própria ferramenta para o trazer à luz, convertendo um  
instrumento de controlo num meio de questionamento artístico e consciencialização  
cívica.  
A relação entre o "olhar sobre o invisível" e as imagens aéreas convencionais de  
pontos turísticos é de contraste crítico, conforme explorado por Silva (2021). Enquanto  
as imagens turísticas utilizam a perspectiva elevada para criar produtos visuais de  
consumo, isolando monumentos e apagando contextos complexos para promover  
uma narrativa de harmonia e desejo, a proposta da investigação subverte esta mesma  
técnica para revelar precisamente o que essas imagens omitem. Através do mesmo  
dispositivo visual, o projeto direciona o foco para as periferias, transformações  
paisagísticas e realidades sociais que permanecem à sombra dos cartões-postais,  
convertendo assim uma ferramenta de controle e consumo num instrumento de  
questionamento político e consciencialização comunitária.  
ENQUADRAMENTO E PERSPECTIVA NA FORMAÇÃO DO OLHAR AÉREO  
A construção do olhar aéreo é profundamente influenciada pelas escolhas de  
enquadramento e perspectiva, elementos centrais da linguagem audiovisual. No relato  
de Serguei Eisenstein (1990), a montagem e a composição visual são capazes de eliciar  
respostas emocionais e intelectuais no espectador. Este autor, diz que ainda que a  
imagem transcende a mera representação, constituindo-se como um campo de forças  
dinâmicas no qual a justaposição de planos e ângulos gera significação. No contexto  
das imagens capturadas por drones, o enquadramento aéreo funciona como uma  
"montagem vertical", estabelecendo uma nova relação entre o sujeito e o espaço,  
frequentemente rompendo com a perspectiva visual convencional associada ao olhar  
humano.  
Sobre a narrativa cinematográfica, Gaudreault e Jost (2009), complementam  
essa análise ao introduzirem os conceitos de "focalização" e "ocularização", que  
distinguem, respectivamente, quem vê e de onde se vê. Os autores afirmam que "a  
ocularização interna ou externa define o grau de subjetividade da imagem, ou seja, a  
proximidade ou distância entre a câmera e o personagem". Nas imagens de drones, a  
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ocularização é predominantemente externa e onisciente, conferindo ao espectador  
uma sensação de domínio e totalidade sobre a paisagem, o que intensifica o caráter  
espetacular inerente à experiência turística.  
Esta reconfiguração visual é inseparável da dimensão tecnológica que a  
possibilita. As imagens produzidas por aparelhos não são representações neutras, mas  
sim formulações que reorganizam ativamente a nossa percepção da realidade, onde "o  
aparelho não é uma ferramenta, mas um sistema que programa gestos e resultados"  
(Flusser, 2008). O drone, sob esta ótica, é um aparelho que redefine a produção  
imagética no turismo, gerando uma nova categoria de "imagem técnica aérea" que  
condiciona tanto o ato de captura quanto a recepção da paisagem. Esta transformação  
técnica alinha-se com o conceito de "remediação" de Bolter e Grusin (2000), pelo qual  
as novas mídias não surgem do zero, mas refuncionalizam e reprocessam formas  
midiáticas anteriores. O drone, portanto, não inaugura o olhar aéreo, mas antes o  
reprocessa em um contexto marcado pela hipermediação e conectividade, tornando-o  
acessível e reproduzível em larga escala.  
Finalmente, a inovação representada pelo drone pode ser compreendida à luz  
da teoria das novas mídias. O estudioso Lev Manovich, (2002), identifica cinco  
princípios fundamentais: representação numérica, modularidade, automação,  
variabilidade e transcodificação. O drone incorpora integralmente estes aspectos, com  
destaque para a automação, através de sistemas de voo autónomo, do enquadramento  
inteligente e da transcodificação, que traduz a experiência turística em dados visuais  
prontamente partilháveis. Já Manovich (2002), observa que "as novas mídias não  
apenas representam o mundo, mas o recodificam em formatos adequados à  
manipulação computacional". No caso dos drones, a paisagem é assim recodificada  
como espetáculo visual, otimizada para a viralização nas redes sociais.  
ESTESIA E EXPERIÊNCIA SENSORIAL NAS IMAGENS “DRONEANAS”  
A análise das imagens aéreas produzidas por drones transcende a dimensão  
puramente técnica ou estética, demandando uma abordagem que considere a  
experiência sensorial integral por elas provocada. O conceito de estesia, entendido  
como a totalidade das sensações e percepções envolvidas na apreensão do real, oferece  
um quadro teórico fértil para esta investigação. Tal abordagem ecoa a pesquisa de  
Andrade (2021), que investiga as "estesias do drone como corpo", propondo que o  
equipamento é muito mais que uma ferramenta, mas um corpo que amplia e modifica  
a percepção sensorial no espaço expositivo. Já Maurice Merleau-Ponty (1994),  
fundamenta esta abordagem ao defender que a percepção é uma experiência corporal  
e pré-reflexiva. Para o filósofo, "o corpo não é um objeto, mas nosso meio de  
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comunicação com o mundo”. Essa abordagem é ampliada por Hans Ulrich Gumbrecht  
(2010), onde o autor explora a tensão entre significado e presença, argumentando que  
certas experiências, como as suscitadas pelas imagens aéreas, podem evocar uma  
"presença material" que transcende a interpretação conceptual.  
Esta produção de presença está intimamente ligada ao que se pode designar por  
"estética do voo". O drone materializa esta estética, operacionalizando-a  
tecnologicamente. Andrade (2021) explora esta ideia ao desenvolver o conceito de  
"drone-olho", uma evolução do "cine-olho", onde o drone atua como um "corpo" que  
possui movimentos próprios, como o "voo de águia" ou o "olho de águia", capazes de  
reconfigurar radicalmente a percepção do território e do espaço expositivo. A imagem  
técnica pode suspender a percepção ordinária, criando um "efeito de flutuação" que  
desloca o espectador do seu referencial cotidiano. Através do drone, o utilizador e o  
espectador experienciam uma forma de "desterritorialização visual", marcada por uma  
sensação de leveza e domínio. Esta experiência é intensificada pela capacidade do  
drone de realizar "planos-sequência" quilométricos e oferecer ângulos inatingíveis  
pelo olho humano, criando uma "extensão do olhar" que promove uma reflexão crítica  
(Dubois, 2004).  
O impacto do chamado “efeito uau” nas experiências audiovisuais e turísticas  
é um fenômeno central para compreender como as imagens captadas por drones e  
reproduzidas em plataformas como o Instagram moldam o comportamento e o  
imaginário contemporâneo. Conforme argumenta John Urry (1999), o turismo é,  
essencialmente, uma prática visual, em que o olhar define a forma de experienciar o  
mundo. No contexto digital atual, essa premissa é intensificada pelo olhar aéreo  
proporcionado pelas tecnologias de captação, que deslocam a percepção do espectador  
e produzem um encantamento imediato diante da paisagem. Esse impacto sensorial  
súbito e memorável, ou “efeito uau”, opera como um gatilho emocional e cognitivo  
capaz de estimular o desejo de presença, pertencimento e consumo do destino exibido.  
A pesquisa de Juliana et al. (2023) reforça essa relação ao destacar a importância  
das “memórias vívidas” na satisfação e intenção de revisita de visitantes em destinos  
turísticos. Segundo os autores, experiências estéticas e emocionais intensas  
permanecem na memória do turista de forma duradoura, associando o prazer visual à  
vontade de retorno. Nesse sentido, as imagens de drones utilizadas em vídeos  
promocionais ou publicações de redes sociais não apenas documentam o espaço, mas  
ativam uma experiência sensorial e afetiva, criando uma lembrança simbólica do lugar  
antes mesmo da visita real. Essa antecipação visual, amplificada pela estética aérea e  
pela fluidez das imagens, torna-se um dos principais motivadores da escolha turística.  
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Já Vicente Gosciola (2004; 2021) amplia a compreensão desse fenômeno ao  
discutir o papel das imagens no contexto das novas mídias e da volumetria  
audiovisual. Para o autor, cada imagem já contém em si um roteiro sensorial, pois o  
espectador é envolvido por camadas de estímulo visual e auditivo que o convidam à  
imersão. As produções com drones exemplificam essa transformação estética, na  
medida em que combinam movimento, profundidade e narrativa visual para criar um  
impacto quase corporal no observador. O autor ressalta que esse tipo de linguagem  
explora não apenas a visão, mas também a percepção espacial e a emoção, produzindo  
um efeito de presença e participação. Assim, o “efeito uau” não é apenas uma reação  
estética, mas um mecanismo de engajamento emocional e físico, que redefine a  
experiência do ver.  
Complementarmente, Andrade (2021) analisa a transição do drone de  
ferramenta bélica para instrumento artístico e comunicacional, um deslocamento  
simbólico que reflete as mudanças na relação entre tecnologia, estética e sociedade. No  
campo do audiovisual e do turismo, o drone assume o papel de mediador poético do  
olhar, oferecendo uma visão expandida e quase sublime da paisagem. Essa visão aérea,  
ao mesmo tempo técnica e emocional, cria um imaginário turístico idealizado, no qual  
a natureza e o espaço urbano são representados sob uma ótica de harmonia e  
encantamento. A estética do drone, nesse sentido, transforma-se em dispositivo de  
desejo, configurando-se como uma nova linguagem da sedução visual no capitalismo  
da atenção.  
A articulação entre os três autores permite compreender o “efeito uau” como  
um fenômeno complexo, que vai além da simples surpresa visual. Ele representa uma  
convergência entre tecnologia, emoção e consumo, na qual a imagem técnica,  
especialmente a imagem aérea, adquire um poder simbólico de gerar fascínio, empatia  
e comportamento. Enquanto Juliana et al. (2023) revelam os impactos afetivos dessa  
experiência na memória do turista, Gosciola (2021) oferece a base teórica para entender  
como a linguagem audiovisual cria envolvimento sensorial e Andrade (2021) traz a  
dimensão ética e estética da tecnologia em sua transposição para o campo artístico e  
comunicacional.  
Desta forma, o “efeito uau” é uma categoria estética emergente na cultura visual  
contemporânea, profundamente relacionada às imagens produzidas por drones e  
difundidas pelas redes sociais. Ele opera como uma força estética e mercadológica,  
transformando o olhar em experiência e o espectador em participante ativo da  
narrativa visual. Nas práticas turísticas, essa lógica redefine o modo como os destinos  
são percebidos, promovidos e consumidos, consolidando o drone como um dos  
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principais instrumentos de produção de imaginários sensoriais e de encantamento no  
século XXI.  
O ESPETÁCULO E A VIRALIZAÇÃO TURÍSTICA NAS REDES SOCIAIS  
A intersecção entre a produção de imagens aéreas por drones e a dinâmica das  
redes sociais consolida uma nova economia do olhar, na qual o espetáculo e a  
viralização tornam-se elementos centrais na promoção turística, oferecendo uma base  
teórica para compreender esse fenômeno ao definir o espetáculo como “uma relação  
social entre pessoas mediada por imagens” (Debord, 1997). Na contemporaneidade,  
avança essa reflexão ao argumentar que, na pós-modernidade, o espetáculo não é mais  
apenas um fenômeno massivo e unificado, mas se personaliza e fragmenta, tornando-  
se constitutivo da identidade individual. No ambiente das redes sociais, o turismo  
espetacularizado por meio de drones opera, portanto, em um duplo registro, ou seja,  
a simultaneamente exibição de destinos e performance de um self projetado para uma  
audiência.  
Nesse processo, os drones atuam como agentes fundamentais na  
espetacularização da paisagem. Muitos anos antes da popularização destes  
equipamentos, Jean Baudrillard (1991), já relatava que a representação midiática pode  
suplantar o real, gerando um “hiper-real” onde o modelo precede e substitui o  
original. As imagens aéreas capturadas por drones frequentemente operam nesse  
registro, apresentando paisagens idealizadas e esteticamente otimizadas que, na  
economia afetiva das plataformas digitais, tornam-se mais “reais” e desejáveis do que  
a experiência sensorial in loco. Assim, a atenção do espectador é sistematicamente  
capturada e manipulada por técnicas visuais específicas e o drone consolida-se como  
uma dessas técnicas, utilizando ângulos inusitados e movimentos de câmera fluidos  
para suspender a percepção ordinária e manter o olhar cativo.  
A viralização das imagens turísticas captadas por drones nas redes sociais não  
é um fenômeno espontâneo, mas o resultado direto da confluência entre a cultura  
participativa e a lógica algorítmica das plataformas digitais. Como apontam Avelino,  
Silva e Leal (2020), o engajamento em ambientes como o Instagram depende da  
interação constante entre usuários e conteúdo, estruturada por sistemas de  
recomendação que privilegiam o que desperta reações emocionais, visuais e afetivas.  
Assim, curtidas, comentários e compartilhamentos tornam-se indicadores de  
relevância que retroalimentam os algoritmos, reforçando a visibilidade do que é  
considerado esteticamente impactante. No caso das produções audiovisuais com  
drones, essa lógica potencializa o efeito uau, pois as imagens aéreas, dotadas de  
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dinamismo, amplitude e beleza cênica, são automaticamente privilegiadas pelas  
plataformas por seu alto potencial de engajamento visual e emocional.  
Essa dinâmica é intensificada pelo que Rosa, Walkowski e Perinotto (2022)  
denominam de “viagem espetáculo”, fenômeno em que o ato de viajar é moldado pela  
necessidade de exposição e de consumo simbólico nas redes sociais. A experiência  
turística passa a ser performada e reproduzida em narrativas visuais que visam  
provocar admiração, desejo e os vídeos com drones assumem papel central nessa  
encenação contemporânea do deslocamento. A câmera aérea, ao oferecer um olhar  
sublime e inatingível, amplia a sensação de grandeza e exclusividade, transformando  
o destino em espetáculo e o turista em protagonista de sua própria narrativa digital.  
Assim, a viralização das imagens droneanas não apenas reflete o desejo de ver, mas  
também de ser visto, revelando um circuito simbólico entre estética, status e  
participação social.  
Nesse aspecto, o “efeito uau” funciona como uma moeda visual que alimenta o  
ecossistema de visibilidade das redes. Ele sintetiza o ponto de convergência entre o  
prazer estético e o capital social digital, na medida em que o fascínio visual se traduz  
em engajamento, e o engajamento se converte em valor simbólico. O espetáculo das  
imagens de drone, portanto, não é apenas uma expressão da tecnologia, mas um  
produto cultural que se alimenta das dinâmicas participativas e mercadológicas das  
mídias contemporâneas.  
As campanhas audiovisuais que utilizam drones na divulgação de destinos  
como o Jalapão e o Delta do Parnaíba exemplificam como o turismo contemporâneo se  
apoia em uma estética do impacto e da imersão visual. Mais do que simples registros  
paisagísticos, esses vídeos constroem experiências narrativas que despertam emoção,  
curiosidade e pertencimento. A circulação massiva desse tipo de conteúdo nas redes  
sociais demonstra como o ato de viajar passou a integrar uma lógica de exibição  
pública, em que a visibilidade digital se torna parte essencial da experiência turística.  
O turismo nas redes não se limita ao deslocamento físico, mas se estende ao campo  
simbólico da performance e da autopromoção, em que a viagem é transformada em  
espetáculo e a paisagem em cenário de representação pessoal e coletiva (Rosa,  
Walkowski e Perinotto, 2022).  
Esse fenômeno está diretamente vinculado às estruturas algorítmicas e às  
dinâmicas de engajamento que organizam o ambiente digital. De acordo com Avelino,  
Silva e Leal (2020), o sucesso de uma publicação está condicionado ao modo como ela  
se conecta emocionalmente com o público, convertendo reações como curtidas e  
compartilhamentos em índices de relevância. As plataformas digitais, ao privilegiarem  
conteúdos que provocam respostas sensoriais intensas, criam um sistema de  
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retroalimentação no qual o espetáculo se torna a principal moeda de visibilidade. As  
imagens aéreas, com seu potencial de encantamento e ineditismo, atendem  
perfeitamente a essa lógica, pois transformam o olhar em experiência estética e  
mercadológica.  
A produção e circulação desses vídeos turísticos revelam, portanto, uma  
estetização do consumo, em que a emoção é mediada pela tecnologia e a autenticidade  
do lugar é traduzida em signos visuais prontos para o compartilhamento. Essa forma  
de comunicação reforça a ideia de que o turismo digital opera não apenas como prática  
de deslocamento, mas como uma construção simbólica contínua, ou seja, um ciclo  
entre ver, sentir, postar e ser visto. Assim, as imagens de drones deixam de ser apenas  
um recurso técnico e passam a constituir um instrumento narrativo e emocional, capaz  
de sustentar o desejo de descoberta e o engajamento coletivo que definem o turismo  
contemporâneo.  
ESTESIA DRONEANA E O ESPETÁCULO TURÍSTICO  
A presença dos drones na divulgação turística pelas redes sociais marca o  
surgimento de uma nova economia da visualidade, em que a estesia e o espetáculo se  
unem para remodelar o vínculo entre viajantes e lugares. Essa chamada estética  
droneana manifesta-se por meio de enquadramentos aéreos e planos verticais que  
produzem um forte efeito de admiração sensorial, convertendo a imagem em um ativo  
valioso dentro da lógica da atenção digital. Através de perspectivas amplificadas,  
movimentos suaves e planos-sequência prolongados, o drone instaura uma estética do  
voo, gerando uma sensação paradoxal de liberdade e controle. Essa percepção corporal  
e emocional antecipa a experiência turística, fazendo com que o viajante conheça  
simbolicamente o destino antes mesmo de pisar nele, numa espécie de viagem  
sensorial prévia.  
No ambiente das redes, esse tipo de visualidade é mobilizado para sustentar o  
espetáculo turístico, no qual o drone atua como mediador técnico e poético da  
paisagem. As imagens produzidas tendem a ser idealizadas, filtradas e aperfeiçoadas  
esteticamente, o que as aproxima do hiper-real, um campo em que o visual supera o  
tangível. Essa estética converte a paisagem em uma experiência amplificada, enquanto  
a lógica algorítmica das plataformas seleciona e potencializa o que possui maior apelo  
visual. Nesse ecossistema, a participação do público, por meio de curtidas,  
comentários e compartilhamentos, reforça a circulação desses conteúdos, criando um  
ciclo de validação social e simbólica. Entretanto, esse processo também acarreta uma  
padronização imagética, que tende a homogeneizar a diversidade dos destinos e a  
transformá-los em mercadorias visuais otimizadas para o consumo digital.  
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Exemplos como a divulgação do Jalapão e do Delta do Parnaíba evidenciam  
como a estética aérea se tornou ferramenta central de marketing e engajamento. As  
imagens de drone desses locais reúnem natureza, aventura e emoção, resultando em  
composições visualmente hipnóticas que sintetizam as lógicas de espetáculo,  
plataformização e viralização. Contudo, o desafio contemporâneo do turismo reside  
em equilibrar o poder sensorial e comunicativo dos drones com a preservação da  
autenticidade e da singularidade dos lugares. É fundamental adotar estratégias que  
explorem o impacto do olhar aéreo sem reduzir o destino a um simples produto visual  
replicável, garantindo que a diversidade e a experiência genuína prevaleçam sobre a  
lógica da performance digital.  
CONSIDERAÇÕES FINAIS  
O estudo demonstrou que os drones transformam profundamente as estratégias  
de comunicação turística nas redes, instaurando uma nova gramática do olhar,  
sustentada pela fusão entre estesia e espetáculo. Verificou-se que a combinação entre  
a cultura participativa e os mecanismos algorítmicos das plataformas estimula uma  
uniformização estética, ainda que crie simultaneamente uma poética do voo, que  
reinterpreta a paisagem e a converte em um objeto sensorial de consumo. Essas  
imagens, ao operarem num registro de simulação e encantamento, fabricam uma  
antecipação emocional da viagem, o que pode gerar descompassos entre a experiência  
real e a expectativa projetada.  
Entre as limitações identificadas, destacam-se a ausência de análises empíricas  
sobre o impacto perceptivo e comportamental dessas imagens, bem como os efeitos  
éticos e ambientais do uso intensivo de drones em áreas naturais. Recomenda-se que  
as políticas de turismo e comunicação digital integrem abordagens estéticas,  
tecnológicas e sustentáveis, buscando narrativas que valorizem o território sem  
reduzi-lo à imagem. O principal desafio é conciliar a eficácia comunicacional dos  
drones com o respeito à diversidade das experiências turísticas, evitando que a estética  
do espetáculo ofusque a autenticidade das vivências.  
Os resultados confirmam a hipótese de que o uso estético dos drones na  
promoção turística fomenta uma nova estesia do olhar, marcada pela intensificação  
das experiências sensoriais e emocionais diante das imagens aéreas. Essa estesialidade  
contemporânea reforça a espetacularização dos destinos, transformando o ato de ver  
em uma experiência imersiva e performática, na qual o prazer visual se sobrepõe à  
vivência concreta. Tal fenômeno revela a necessidade de um posicionamento crítico e  
ético diante da estetização tecnológica do turismo, pois, embora amplie o alcance e o  
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desejo de descoberta, também reconfigura a forma como se imagina, se percebe e se  
experiencia o viajar no século XXI.  
As imagens captadas por drones, ao produzirem uma estesia baseada na  
vertigem e na grandiosidade do olhar aéreo, constroem representações idealizadas dos  
lugares. Esse processo pode gerar expectativas descoladas da realidade, em que a  
intensidade estética do digital supera a autenticidade do real, levando à eventual  
decepção durante a experiência presencial.  
Como encaminhamento para pesquisas futuras, propõe-se investigar de  
maneira indireta como os turistas percebem o uso de imagens de drones em conteúdos  
de viagem no Instagram, buscando compreender em que medida essa estesia  
tecnológica molda emoções, expectativas e decisões de visita. Também se torna  
relevante analisar se as imagens de drones, ao criarem experiências visuais  
encantadoras, produzem simultaneamente um afastamento da vivência genuína do  
destino, e de que forma a estética aérea influencia a memória e a satisfação pós-visita.  
Essas abordagens poderiam ampliar o entendimento sobre a relação entre  
estesias digitais, emoção e autenticidade, orientando práticas comunicacionais mais  
conscientes. Assim, o uso das imagens aéreas passaria a ser visto não apenas como  
ferramenta de marketing, mas como meio de mediação estética e cultural, capaz de  
promover experiências turísticas mais reflexivas, sustentáveis e sensorialmente  
equilibradas.  
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