Suspeitas de plágio devem ser comunicadas aos editores, que procederão à verificação e à coleta de evidências, considerando o grau e a natureza da cópia identificada.
Em ocorrências de menor gravidade — como uso pontual de trechos curtos, sem apropriação indevida de dados — o autor será contatado para realizar as correções necessárias, sendo informado sobre a posição do periódico. As pessoas que relataram a suspeita também serão notificadas das providências adotadas.
Nos casos de plágio evidente, caracterizado pela reprodução extensa de textos e/ou dados apresentados como autorais, o autor será formalmente notificado, recebendo as evidências apuradas e uma cópia da declaração de originalidade por ele assinada. Caberá ao autor apresentar esclarecimentos aos editores.
Se a resposta for considerada adequada, o autor será orientado quanto às normas editoriais e às condutas esperadas. Caso contrário, o trabalho poderá ser retirado do processo editorial ou despublicado, e o fato será comunicado a outros veículos envolvidos, às instituições responsáveis, à parte lesada e aos leitores.
Na ausência de resposta, os editores tentarão contato com coautores e/ou com a instituição de vínculo do autor. Persistindo o silêncio, novas tentativas ocorrerão entre três e seis meses, podendo-se recorrer, posteriormente, a outras autoridades competentes.
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O uso crescente de ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente modelos de linguagem e chatbots generativos, exige diretrizes claras para preservar a integridade acadêmica. Em consonância com as recomendações do Committee on Publication Ethics (COPE), a revista estabelece as seguintes normas:
Uso ético e responsável
Ferramentas de IA podem ser empregadas como apoio à pesquisa e à redação acadêmica. Contudo, apresentam limitações reconhecidas, como vieses, imprecisões, referências inexistentes e risco de plágio. A responsabilidade pela veracidade, originalidade e consistência do conteúdo é integralmente dos autores, que devem avaliar criticamente os resultados gerados.
Transparência e declaração obrigatória
Qualquer utilização de IA deve ser explicitamente informada no manuscrito, preferencialmente na seção de metodologia, com indicação:
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da ferramenta utilizada;
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da finalidade do uso (edição linguística, tradução, síntese, organização de dados, entre outras);
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de uma avaliação crítica sobre suas contribuições e limitações, quando pertinente.
Autoria e responsabilidade intelectual
Ferramentas de IA não podem ser reconhecidas como autoras ou coautoras. A autoria pressupõe responsabilidade intelectual e ética, atribuível exclusivamente a pessoas humanas, conforme os critérios estabelecidos por organismos como o COPE.
Processo editorial e avaliação por pares
A análise editorial e a revisão por pares devem ser realizadas exclusivamente por pessoas humanas. Editores e pareceristas não devem utilizar ferramentas de IA para avaliar, resumir ou interpretar manuscritos, a fim de resguardar a confidencialidade, a imparcialidade e a integridade de conteúdos inéditos.
Essas diretrizes reafirmam o compromisso da revista com a transparência, a ética editorial e a responsabilidade humana na produção e na divulgação do conhecimento científico.
Caso seja verificado uso indevido de Inteligência Artifical no texto, o mesmo será autometicamente recusado.
