A SEXUALIDADE FEMININA SE DISTANCIA DO MALE GAZE — CONTRIBUIÇÕES DE BABY GIRL PARA UM CINEMA FEMINISTA
DOI:
https://doi.org/10.63418/7a8wnv64Palavras-chave:
Sexualidade, Feminismo, Cinema, Male Gaze, Teoria CríticaResumo
Este artigo propõe uma análise do filme Baby Girl (2024), dirigido por Halina Reijn, com o objetivo de investigar as particularidades da sexualidade feminina a partir de uma perspectiva que se distancia do conceito cinematográfico do male gaze, formulado por Laura Mulvey. A análise fílmica se debruça pela Teoria Crítica ao elucidar o patriarcado como fundamental neste processo de subserviência feminina e sugere a superação dele como caminho de emancipação. A reflexão parte da relação entre sexualidade, percepção corporal e desejo feminino, compreendidos como construções históricas e culturais ainda marcadas por tabus e preconceitos. Para embasar essa abordagem, são utilizados estudos sobre o corpo e a representação da mulher, com apoio teórico de autoras como Nancy Fraser, Laura Mulvey, Mary Del Priore e Naomi Wolf, promovendo uma leitura feminista do cinema que possibilite novas formas de abordar a temática. Os resultados desta análise apontam para uma tendência de novos filmes feministas que se distanciam da linguagem do male gaze e criam espaços para narrativas alternativas na indústria cinematográfica.
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