Carta aberta – Integridade científica e uso de IA

2026-04-14

Em respeito à Portaria nº 2.664/2026 institui a Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq, com o objetivo de garantir a ética, a transparência e a qualidade das pesquisas financiadas pelo órgão. A política baseia-se em ações de educação, prevenção, apuração e sanção, buscando promover boas práticas científicas, evitar conflitos de interesse e assegurar a confiabilidade das informações em todas as etapas da pesquisa, desde sua concepção até a divulgação dos resultados. O documento estabelece princípios e deveres para pesquisadores, bolsistas, avaliadores e demais agentes envolvidos, destacando a honestidade intelectual, o respeito à diversidade, a responsabilidade na autoria e o cumprimento das normas éticas. Define também diversas formas de má conduta científica, como plágio, autoplágio, falsificação de dados, discriminação e manipulação de processos avaliativos, além de orientar o uso responsável de ferramentas como a inteligência artificial, exigindo transparência e vedando sua utilização indevida.

A política cria a Comissão de Integridade na Atividade Científica (CIAC), responsável por analisar denúncias, apurar irregularidades e aplicar sanções. Estabelece procedimentos para recebimento e investigação de denúncias, garantindo sigilo, ampla defesa e contraditório. As instituições científicas também são corresponsáveis pela promoção da integridade e pela apuração de desvios. Por fim, a norma classifica as infrações em leves, graves e gravíssimas, prevendo sanções que vão de advertência até suspensão de bolsas, devolução de recursos e impedimento de participação em programas do CNPq. Assim, a política consolida um conjunto de diretrizes para fortalecer a integridade, a ética e a credibilidade da produção científica no Brasil.

A partir da Portaria supracitada acima, fica estabelecido que, a partir de 13 de abril de 2026, o Coletivo Cine-Fórum e seus braços editoriais: Revista Científica Coletivo Cine-Fórum, Editora Coletivo Cine-Fórum, Revista PELICULA, Editora PELICULA.Lab, Revista rüyaá e Editora rüyaá, passam a exigir, para todos os textos submetidos, o envio de uma declaração formal referente ao uso de Inteligência Artificial (IA). A medida visa reafirmar o nosso compromisso com a ética e com as boas práticas editoriais. Embora o foco das publicações seja a produção de textos integralmente elaborados por autores humanos, reconhece-se que o uso de programas e softwares pode auxiliar professores, estudantes e pesquisadores em diferentes etapas do trabalho. Assim, torna-se obrigatório o envio, junto ao texto, a Ficha de Uso de Softwares, Programas e IA do Coletivo Cine-Fórum.

Nela, os autores deverão informar: (1) se utilizaram ferramentas de apoio não baseadas em IA, como softwares de correção textual ou detecção de plágio (ex.: LanguageTool, CopySpider, entre outros); e (2) se houve uso de Inteligência Artificial, caso em que será necessário especificar detalhadamente todas as ferramentas empregadas ao longo do processo de pesquisa e escrita, bem como os prompts utilizados e outros. O uso de Inteligência Artificial não implicará, automaticamente, na desclassificação dos textos submetidos. Todos os casos serão analisados individualmente com base nas informações apresentadas na Ficha de Uso de Softwares, Programas e IA.

Contudo, em casos de fraude, quando um texto for declarado como integralmente humano, mas for constatado o uso de inteligência artificial, a submissão será imediatamente recusada. Caso haja denúncia e posterior verificação positiva em textos já publicados, o trabalho será automaticamente retirado de circulação da revista, podendo ainda o caso ser comunicado ao CNPq. Essa diretriz também se aplica aos avaliadores. Pesquisadores e professores responsáveis pela avaliação dos textos não devem utilizar Inteligência Artificial para realizar pareceres. Admite-se, de forma limitada, o uso de IA apenas para verificações pontuais, como conferência de correspondência entre citações e referências ou ajustes técnicos específicos. No entanto, a avaliação integral de um texto por meio de IA é vedada pela Revista Coletivo Cine-Fórum e por todos os seus braços editoriais.

Caso seja identificada e comprovada tal prática, o avaliador também poderá ser reportado ao CNPq. O Coletivo Cine-Fórum, bem como a PELICULA e rüyaá, reafirmam seu compromisso com a integridade científica e com a ética na publicação acadêmica, em consonância com as diretrizes do CNPq, da CAPES, das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e do MEC.

Continuamos com nossa transparência a todos Ciners.

 

Com amor, afeto e esperança de dias melhores.

Goiânia, 13 de abril de 2026,

Renan Dalago, Editor-Chefe Revista Coletivo Cine-Fórum