LÉLIA GOZALEZ

UMA VOZ BRASILEIRA AMEFRICANIZANDO O FEMINISMO

Autores/as

  • Ozana Aparecida do Sacramento IF Sudeste MG
  • João Barreto da Fonseca Universidade Federal de São João del Rei/MG
  • Deivide Almeida Ávila Universidade Federal de São João del Rei/MG

DOI:

https://doi.org/10.63418/rccf.v2i2.39

Palabras clave:

Feminismo negro, Lélia Gonzalez, Decolonialidade, Amefricanidade

Resumen

Neste artigo explanamos o pensamento e luta da filósofa, antropóloga, professora, militante e intelectual mineira Lélia Gonzalez (1935-1994) que desmistifica a condição feminina da mulher afro-latinamericana - muitas vezes vista em condições de subserviência. O feminismo de Lélia atua tanto na produção de saberes quanto na militância, buscando rompimento com os paradigmas dos pensamentos advindos de uma matriz colonial. Ela foi à pionegra nas críticas ao feminismo hegemônico e nas reflexões acerca das diferentes trajetórias de resistências das mulheres ao patriarcado, evidenciando as histórias das mulheres negras no Brasil, na América Latina e no Caribe. Assim, conjugou experiências e criou um marco conceitual para a compreensão da identidade brasileira e de seus irmãos de continente – a amefricanidade. Sua trajetória de reivindicações engendra ações políticas feministas decolonizadoras, comprometida num processo de resistência e insurgência aos poderes estabelecidos frente ao modelo eurocêntrico. Ainda, o discurso de Gonzalez, trona-se parte da crítica feminista do Sul Global a favor da mulher negra que enfrenta o triplo processo de discriminação que envolve a categoria de raça, de gênero e de classe, através da interpretação histórica sobre essas mulheres enquanto sujeitas na sociedade. A abrangente trajetória do ativismo da intelectual em questão, bem como seu legado, ainda atua na contemporaneidade com o estudo, a discussão e a desconstrução do lugar do negro.

Biografía del autor/a

  • Ozana Aparecida do Sacramento, IF Sudeste MG

    Doutora em Literatura Comparada pela UFMG, professora do IF Sudeste MG – campus São João del-Rei.

  • João Barreto da Fonseca, Universidade Federal de São João del Rei/MG

    Professor Doutor em Comunicação e Cultura na Universidade Federal de São João del Rei/MG.

  • Deivide Almeida Ávila, Universidade Federal de São João del Rei/MG

    Mestre em Letras pela UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei/MG) na linha de pesquisa Teoria Literária e Crítica da Cultura.

Referencias

CARDOSO, Cláudia Pons. Amefricano o feminismo: o pensamento de Lélia Gonzalez. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 965-986, set./dez. 2014.

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Org. Heloisa Buarque de Holanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. São Paulo: Editora Jandaíra, 2020.

GONZALEZ, Lélia. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural da amefricanidade. In: Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92/93, p. 69-82, jan./jun. 1988.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização Flávia Rios, Márcia Lima. 1ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. Trad. de Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: Ubu Editora, 2020.

Publicado

2024-09-17

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

DO SACRAMENTO, Ozana Aparecida; BARRETO DA FONSECA, João; ALMEIDA ÁVILA, Deivide. LÉLIA GOZALEZ: UMA VOZ BRASILEIRA AMEFRICANIZANDO O FEMINISMO. Revista Colectivo Cine-Fórum, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 27–39, 2024. DOI: 10.63418/rccf.v2i2.39. Disponível em: https://revistacoletivocineforum.com.br/index.php/cineforum/article/view/39. Acesso em: 11 mar. 2026.

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