UM ARTISTA LITERÁRIO CHAMADO TOLKIEN: RECURSOS ESTILÍSTICOS E A PSEUDOTRADUÇÃO NO SEU LEGENDARIUM

Autores

DOI:

https://doi.org/10.63418/nt41mk64

Palavras-chave:

A Sociedade do Anel , Tradução Literária , Pseudotradução , Estilo narrativo

Resumo

Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de Mestrado que analisa comparativamente duas traduções brasileiras da obra A Sociedade do Anel, de J. R. R. Tolkien. É proposta uma reflexão visando perceber como escolhas estilísticas e elementos de literariedade podem ser preservados ou transformados no processo tradutório. A primeira parte do texto dedica-se à contextualização da Terra-média e da biografia do autor. A segunda parte discute o conceito de pseudotradução e sua relevância nos escritos de Tolkien, destacando a importância de estratégias tradutórias como domesticação e estrangeirização. Conclui-se que a retradução analisada tende a preservar mais características do original, embora diferentes abordagens sejam possíveis e válidas conforme os objetivos do autor. Também é destacada e reforçada a riqueza linguística e estética das obras tolkienianas, abrindo espaço para novas investigações sobre estilo, linguagem e tradução.

Biografia do Autor

  • Leonardo Flores, UFRGS

    Doutorando em Letras pela UFRGS, Mestre em Letras e Cultura pela UCS, Especialista em Tradução e Estudos do Léxico pela UCS/ABRATES e Licenciado em Letras - Inglês pela UCS. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase nos Estudos da Tradução.

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Publicado

25.09.2025

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Artigos

Como Citar

FLORES, Leonardo. UM ARTISTA LITERÁRIO CHAMADO TOLKIEN: RECURSOS ESTILÍSTICOS E A PSEUDOTRADUÇÃO NO SEU LEGENDARIUM. Revista Coletivo Cine-Fórum, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 96–116, 2025. DOI: 10.63418/nt41mk64. Disponível em: https://revistacoletivocineforum.com.br/index.php/cineforum/article/view/95. Acesso em: 12 mar. 2026.

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